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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Araujo, Mara Rubia de Oliveira. Conforto térmico em salas de aula localizados em clima quente e úmido : uma avaliação do limite inferior da zona de conforto.



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Daísy Damásio Albuquerque. Avaliação da influência da luz natural na redução do consumo de energia em edifícios comerciais: uma análise em Maceió-AL



UFAL/DINÂMICA DO ESPAÇO HABITADO



A luz natural é uma fonte de energia renovável e abundante. Quando utilizada visando equilibrar a entrada de luz natural e de carga térmica dentro do ambiente traz benefícios como a redução no consumo de energia. Em edificações comerciais a iluminação e o condicionamento de ar são responsáveis pela maior parcela do consumo final de energia. Estas edificações têm grande potencial de reduzir este consumo através da utilização balanceada da iluminação natural e do condicionamento de ar, evitando assim, desperdícios. Para encontrar este equilíbrio, o uso de programas de simulação computacional tem se apresentado como uma boa alternativa para estimar este consumo de forma integrada. Este trabalho tem como objetivo avaliar a influência da iluminação natural na redução do consumo de energia elétrica, considerando também a utilização do condicionamento de ar para modelos baseados em edifícios comerciais da cidade de Maceió. Para esta avaliação foram simulados no programas TropLux e EnergyPlus três modelos de proporções diferenciadas com enfoque na profundidade e dois tamanhos de aberturas diferentes. Foram avaliadas em uma primeira etapa as iluminâncias úteis geradas pelas simulações computacionais quando da utilização de vidro laminado refletivo. E numa segunda etapa foram simulados os consumos integrados, da iluminação natural e do condicionamento de ar considerando, para isso, um sistema de controle de iluminação artificial. A partir destas análises observou-se que as iluminâncias úteis são encontradas em maior concentração nos modelos com aberturas maiores, com menor profundidade e nos pontos localizados mais próximos a abertura. Na simulação integrada, nota-se que os maiores percentuais de economia variam em função dos PJFs, sendo também considerável a influência da carga térmica gerada pelo sistema de iluminação artificial. Portanto, observa-se que diante dos casos estudados a iluminação natural pode contribuir significativamente na redução do consumo de energia elétrica, sendo importante a existência de instrumentos que apontem diretrizes para a utilização da iluminação natural em edifícios comerciais.

João de Lima e Silva. Desempenho do reator anaeróbio horizontal com chicanas no tratamento da manipueira em fases separadas e estabilização do pH com conchas de sururu

ENGENHARIA SANITÁRIA

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O processamento industrial da mandioca gera diversos resíduos sólidos e líquidos cujo impacto no meio ambiente pode ser bastante significativo se não houver um tratamento adequado. A manipueira é um resíduo líquido gerado durante a prensagem da mandioca triturada para produção de farinha ou na lavagem da mandioca ralada para extração e purificação de fécula. Possui elevada concentração de matéria orgânica, em torno de 70g.L-1, e efeito tóxico devido à presença de cianeto que pode chegar a 400mg.L-1. É, por isso, o resíduo de maior impacto ao meio biótico. Uma alternativa eficiente para o tratamento deste resíduo é a biodigestão anaeróbia. O tratamento anaeróbio, embora necessite de mecanismos para estabilização do pH em razão da rápida acidificação da manipueira, vem ocupando espaço nas plantas industriais respaldado por pesquisas que confirmam sua potencialidade para a redução de cargas orgânicas e cianeto e para a otimização da conversão de matéria orgânica a biogás (gás carbônico, CO2, e metano, CH4). Este predomínio tem sido possível devido ao desenvolvimento de novas configurações de sistemas onde as unidades centrais são reatores anaeróbios. Os reatores têm menor custo, são mais compactos, mais eficientes e favorecem a produção e o aproveitamento de biogás, o qual pode ser introduzido no processo de produção para suprir parte da demanda energética da planta industrial. Este trabalho investiga o uso do Reator Anaeróbio Horizontal com Chicanas (RAHC) em escala de bancada para o tratamento da manipueira com pH estabilizado através de conchas de sururu. O RAHC foi concebido a partir de modificações no Reator Anaeróbio Horizontal de Leito Fixo (RAHLF), um reator tubular de alta taxa que permite a permanência de uma grande massa de microrganismos imobilizada aderida a uma matriz suporte fixa. O sistema utilizado foi constituído por dois reatores em série para promoção da separação de fases. O substrato utilizado foi produzido a partir de amostras coletadas em casa de farinha instalada na Microrregião Produtora de Arapiraca, agreste do Estado de Alagoas, Brasil. Foram desenvolvidas atividades de caracterização dos efluentes e monitoramento do sistema durante 288 dias através de análises físico-químicas laboratoriais. A avaliação do desempenho foi feita através de análises periódicas de DQO, ácidos voláteis, alcalinidade total, pH, sólidos suspensos, nitrogênio e fósforo total para manipueira diluída a 5%, 10% e 20%. A estabilização do pH foi realizada pela formação de um leito fixo com conchas de sururu no reator acidogênico. Os resultados confirmaram a adequação do RAHC ao tratamento da manipueira. O sistema com 5% e 10% de manipueira obteve reduções de DQO máximas de 95%. As conchas de sururu se mostraram adequadas para o controle do pH. Com o sistema operando a 20% de manipueira, houve sobrecarga indicada por queda significativa da eficiência e desestabilização do pH. Os resultados induzem a uma alternativa promissora para o tratamento anaeróbio da manipueira com controle de pH pelo aproveitamento das conchas de sururu.
   

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Jamerson Cavalcante de Lima Avaliação da concentração de nitrato nas águas subterrâneas no bairro do farol, em maceió, Alagoas

Ao longo da história, vários relatos confirmam a utilização do solo como destino final de resíduos produzidos pela atividade humana. Com o crescimento dos centros urbanos e a necessidade, cada vez maior, de uma fonte segura de água para abastecimento das populações e produção de alimentos, tem-se intensificado o uso das águas subterrâneas, face ao seu menor custo para produção e tratamento. Em contrapartida, essa ação tem se mostrado preocupante, pois tem resultado em superexplotações de aqüíferos em regiões onde se observa alta vulnerabilidade à contaminação das águas subterrâneas. O município de Maceió, Estado de Alagoas, tem nessas, a principal fonte para o abastecimento de água de sua população. O bairro do Farol, localizado sobre dois importantes aqüíferos sedimentares, abriga uma população de mais de 60 mil habitantes e ocupa uma área de 3 km2, sendo considerado um importante centro comercial e residencial de Maceió. Apesar de possuir 75% de sua área atendida por de rede pública coletora de esgotos, apenas 7,8% dos domicílios do bairro contribuem para a mesma. O restante tem seus esgotos dispostos em fossas sépticas com sumidouros, que por má operação, acabam se constituindo num foco de infiltração de contaminantes no solo, atingindo, muitas vezes, o lençol freático. O trabalho teve como objetivo a avaliação das concentrações de nitrato nas águas subterrâneas do bairro, utilizando a metodologia analítica da Coluna de Cádmio-Cobre Redutora do Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater. A pesquisa avaliou as concentrações de nitratos em amostras de água subterrânea captada em 14 pontos de amostragem distribuídos pelo bairro, nos aqüíferos Barreiras e Marituba, tendo sido confirmada a presença deste elemento em concentrações que variaram de 2,21 a 4,97 mg/L de N-NO3-. Apesar desses valores encontrarem-se abaixo do limite máximo permitido pela Portaria no 518/04 do Ministério da Saúde, que estabelece os Padrões de Potabilidade para a água, 85,7% das amostras apresentaram concentração entre 3,0 e 10,0 mg/L de N-NO3-, o que configura como indicativos de contaminação das águas subterrâneas do bairro por nitratos em dosagem tolerável.

Roberta Costa Santos Ferreira Avaliação da atividade antirretroviral de produtos naturais

Este trabalho objetivou avaliar a atividade antirretroviral de produtos naturais. Inicialmente implementamos o cultivo celular para realização de testes de citotoxicidade e alguns dos testes de atividade antiviral. Foram selecionados, baseados em dados pré-existentes na literatura de atividade antiviral no gênero ou família em estudo e ainda em uma abordagem quimiotaxonômica, 39 extratos (de 12 famílias de plantas e quatro famílias de algas brasileiras) e 11 substâncias puras do grupo das quinonas e dos terpenos. Todos foram avaliados quanto à citotoxicidade a fim de encontrarmos uma dose com baixa citotoxicidade para os testes antivirais ( 50%). A citotoxicidade foi avaliada pelos métodos de exclusão do Azul de Tripan e redução do MTT. A avaliação da atividade antiviral foi feita por duas metodologias: pesquisa da inibição de efeitos citopáticos (ECPs) característicos de retrovírus (sincício e lise) utilizando-se o vírus maedi visna que é um modelo in vitro e in vivo do HIV e inibição da transcriptase reversa (TR) do HIV-1. A atividade da TR do HIV-1 foi medida por um método colorimétrico quantitativo imunoenzimático (Reverse Transcriptase Assay, Roche, Germany). Foi inicialmente testado um extrato de cada espécie de planta quanto à potencial atividade antiviral e quando o mesmo mostrava alguma atividade os outros extratos da mesma espécie eram testados. O efavirenz foi utilizado como controle antiviral e apresentou 75 e 98% de inibição do ECP e da TR, respectivamente, em uma concentração de 1 µg/mL. Dentre as substâncias puras os melhores resultados encontrados foram os das emotinas D e F que além de inibirem os ECPs em 37,5 e 25%, apresentaram 24,4 e 20,5% de inibição da TR, respectivamente, a 1 µg/mL. Entre as plantas testadas encontramos sete (Didimopanax morototoni Decne. & Planch, Cordia salzmanni DC., Cecropia pachystachya Trécul, Rheedia brasiliensis (Mart.) Planch. & Triana, Lafoensia pacari A.St.-Hil. e Ximenia Americana L.) com atividade inibidora da TR do HIV-1. Destas podemos detacar a L. pacari, cuja atividade foi muito elevada no extrato bruto quando comparada ao controle efavirenz e tem se mostrado ainda maior nas frações isoladas. O extratos brutos das folhas (50 µg/mL) e da casca do caule (100 µg/mL) apresentaram 98 e 67% de inibição da TR, respectivamente. E as frações acetato (50 µg/mL) e clorofórmio (100 µg/mL) deste último, 95 e 89% de inibição, respectivamente. Nossos resultados sugerem que temos fortes candidatos para o combate ao HIV: as substâncias puras do grupo das emotinas e a L. pacari que pode se apresentar como uma rica fonte de substâncias inibidoras da TR.





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Juliane Pereira da Silva. Avaliação da atividade antinociceptiva do extrato aquoso bruto de Bowdichia virgilioides Kunth


Bowdichia virgilioides é conhecida popularmente como "sucupira-preta", sendo empregada na medicina popular para o tratamento de diferentes agravos, tais como: doenças inflamatórias, diabetes, artrite e dermatoses. No presente estudo avaliamos o efeito antinociceptivo e antiinflamatório do extrato aquoso bruto da casca de Bowdichia virgilioides (EABv) utilizando diferentes modelos experimentais. Quando administrado por via oral, o EABv além de reduzir a nocicepção induzida pelo ácido acético, manteve seus efeitos por no mínimo 4 h, fenômeno que não foi revertido pelo tratamento prévio com naloxona. Além disso, o extrato não interferiu no tempo de latência avaliada no modelo de nocicepção térmica (placa quente). Assim, o EABv atinge seus efeitos antinociceptivos por uma via independente do sistema opióide e com ação periférica. Tais efeitos antinociceptivos foram mantidos mesmo quando o extrato foi preparado com cascas coletadas em diferentes meses do ano, indicando que a(s) substância(s) responsável (eis) por este efeito biológico não sofrem influência sazonal. Vale destacar que o EABv administrado por via intraperitoneal atingiu efeitos antinociceptivos em concentração dez vezes menor do que o extrato administrado por via oral. O extrato não foi capaz de interferir com o acúmulo de proteína induzido pela injeção intratorácia de carragenina, porém foi eficaz em suprimir neutrofilia no tempo de 4 h após estímulo. Na inflamação alérgica, o extrato inibiu além do edema anafilático, a eosinofilia pleural, sendo que este influxo celular parece depender da expressão das mensagens IL-5 e CCL11. Na ativação tecidual por antígeno in vitro, o EABv inibiu a liberação de histamina após estimulação antigênica, sugerindo efeito direto sobre a desgranulação de mastócitos. No modelo de formação de granuloma, o EABv suprimiu tanto a formação do tecido granulomatoso quanto a resposta linfoproliferativa nos linfonodos braquiais. Além disso, o EABv inibiu a leucocitose induzida por zimosan, bem como a resposta imune inata revelada pela redução na taxa de fagocitose pelos leucócitos. Em adição, o EABv não revelou nenhum efeito tóxico associado ao seu uso. Em conjunto, nossos resultados sustentam o uso popular do extrato aquoso da casca de B. virgilioides tendo por base seus efeitos antinociceptivo, antiinflamatórios, antialérgicos e imunossupressores, associada a ausência de toxicidade.




UFAL/CIÊNCIAS DA SAÚDE



José Alex Carvalho de Farias . Avaliação da atividade antiinflamatória do extrato hexânico obtido a partir das cascas e das folhas de Clusia nemorosa Mey



Clusia nemorosa, conhecida popularmente como "pororoca", é empregada na medicina popular como antiinflamatório e analgésico, porém não há registros científicos que confirmem esta observação. Assim, motivados por esta informação, no presente estudo avaliamos o efeito antiinflamatório do extrato hexânico obtido da casca e da folha de Clusia nemorosa utilizando diferentes modelos experimentais. No modelo de inflamação aguda induzida por carragenina, os extratos da casca e da folha foram capazes de inibir o acúmulo de neutrófilos na cavidade pleural de camundongos no tempo de 4 h. Além disso, ambos os extratos reduziram de maneira significativa os níveis de TNF-alfa no fluido pleural de animais estimulados com carragenina. Entretanto, in vitro apenas o extrato hexânico da folha foi capaz de demonstrar um efeito direto sobre estas células por inibir a quimiotaxia de neutrófilos humanos purificados estimulados por CXCL1. Esta inibição na motilidade celular parece não ser relacionada a eventos de morte, pois a análise realizada por citometria de fluxo revelou que a incubação dos neutrófilos humanos com os extratos não foi capaz de interferir com a viabilidade destas células. No modelo de inflamação alérgica, somente o extrato hexânico da casca suprimiu o recrutamento de eosinófilos para o espaço pleural após desafio antigênico em animais ativamente sensibilizados no tempo de 24 h. Análise da expressão gênica de proteínas relacionadas ao processo alérgico (IL-5 e CCL11) revelou que o extrato da casca também inibiu de maneira significativa a produção de RNA mensageiros para IL-5 e CCL11. No modelo de inflamação crônica com formação de granuloma induzido por implantes de algodão, observamos que o extrato hexânico da casca foi o que apresentou maior capacidade de inibição da formação do tecido granulomatoso. Assim, este conjunto de resultados sustenta o uso popular do extrato obtido de Clusia nemorosa, além de indicar que diferentes partes (casca e folha) desta planta podem torna-se uma potencial fonte de substâncias com propriedades antiinflamatórias.



UFAL/CIÊNCIAS DA SAÚDE
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=179569